Se o meu coração fosse uma rocha, seria, certamente, um conglomerado. Uma rocha sedimentar formada por diversos clastos unidos por um cimento. Pedaços de um coração que um dia foi um só e que hoje é um conjuntos de pedaços que se foram partido ao longo do caminho e que o amor e o carinho dos amigos e da família ajudou a colar.
Não, não estou triste. Dizer que o meu coração é um conjunto de pedaços colados não é , para mim, sinónimo de tristeza. é sinónimo de verdade e realismo. Não estou triste porque tenho o coração partido. Estou feliz porque tenho pessoas que sei que estarão sempre lá para voltar a colar vezes sem conta os pedacinhos do meu conglomerado que se vão desintegrando com a meteorização da vida.
Todos nós um dia, por diversas circunstâncias, já partimos o nosso coração. Por amor, por desilusões com pessoas que julgávamos amigas, por pessoas que perdemos, porque não alcançamos o nosso objectivo, etc.
Mas o importante, o mais importante de tudo, é que possamos aprender com cada circunstância que faz o nosso coração partir e, sobretudo, saber que temos pessoas que estarão sempre lá para colar os pedacinhos todos e fazer um coração inteiro a partir de um coração fragmentado.
A todos que colaram os pedacinho do meu coração: Obrigado!
A todos que o partiram: Obrigado! Fizeram-me crescer e aprender a contornar as vicissitudes.
Fragolita
Muito bom, adorei este pequeno texto ;)
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